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sábado, 11 de fevereiro de 2012

COMO TRASNFORMAR BOAS E CRIATIVAS IDÉIAS EM NEGÓCIOS ATRAENTES.




As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se pode ver nem tocar.
Elas devem ser sentidas com o coração. Não devemos ter medo dos confrontos. Até os plenetas se chocam, e do caos nascem as estrelas.
Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.
Charles Chaplin


Descreva um inventor. Logo virá à cabeça a figura de um sujeito de olhos esbugalhados, cabelos desgrenhados, a língua de fora – enfim, a imagem eternizada por Albert Einstein em suas fotos bem humoradas. Outros lembrarão do Professor Pardal, o cientista desligado dos gibis de Walt Disney, sempre às voltas com criações mal sucedidas. Nada disso. O inventor, em geral, é um pragmático, movido pela necessidade de resolver pequenos problemas do dia-a-dia e facilitar a sua vida. Com um pouco de planejamento e algum dinheiro, essa “sacada” pode se transformar em um grande negócio. Invenções milionárias tiveram seu berço em idéias simples. Décadas atrás, o membro de um coral religioso marcava os cânticos que entoaria com tira de papel. Como sempre caíam, resolveu usar um papelzinho com borda colante, desenvolvido por um amigo. Assim, surgiu o Post it, o produto da 3M que fatura hoje US$ 500 milhões por ano. “Passamos a vida criando soluções para dificuldades que temos”, diz Carlos Mazzei, da Associação Nacional de Inventores, consultoria de apoio a inventores. “Mas não percebemos que muita gente enfrenta o mesmo problema e pagaria para resolvê-los.”
Grande parte das invenções não nasce em laboratórios, mas sim em casa ou no escritório. “O primeiro passo é observar o problema. O segundo, perguntar por que ele ainda ocorre”.
Antônio Vieira de Lima, dono de uma empresa de comunicação visual, procurou duas grandes fabricantes para oferecer a patente de sua invenção, uma caneta com corretor líquido. A idéia nasceu na sala de aula de um curso noturno. Cansado de emprestar o corretor para os colegas esquecidos, “veio o estalo. Por que não juntar as duas coisas?”, raciocinou Lima. No dia seguinte, correu para uma papelaria e comprou todos os tipos de canetas disponíveis. Passou dias analisando uma por uma até chegar ao modelo que permitisse incorporar, na parte de cima, um recipiente para o líquido. Concluída a engenharia, Lima saiu à cata dos investidores. “Creio que neste ano, o produto estará no mercado”, diz ele. “Certas noites sequer consigo dormir à espera de uma resposta.”
A ansiedade é um dos maiores adversários de um inventor, afirma Mazzei. “Muitos criadores vêem seus próprios inventos como uma panacéia, solução para seus problemas financeiros”, diz ele. “Isso deve ser evitado porque a pressa prejudica a negociação com empresas interessadas. Outras vezes, ele superestima o valor de suas idéias.” Não há razão para isso, assegura ele. A patente tem validade de 20 anos. O prazo é contado a partir do pedido de registro, mas as empresas descontam uma “taxa de risco” do valor da patente devido ao caráter provisório. Esse abatimento chega a 50% no Brasil, porque aqui a concessão definitiva pode demorar até oito anos, contra seis meses de países como os Estados Unidos. O INPI, órgão responsável pela atividade, sofre dos males típicos do serviço público: falta de pessoal, carências de recursos, infra-estrutura precária, entre outros. “Por isso, o ideal é fechar um contrato de licenciamento da invenção por um ano”, aconselha Mazzei. “Depois desse período, empresa e inventor terão uma idéia mais precisa do retorno proporcionado pela invenção.”
“Uma idéia só é válida se sair de dentro da nossa cabeça”. O mundo está cheio de idéias. E a grande maioria das pessoas vai levá-las consigo até a morte devido à incapacidade de torná-las tangíveis, colocando-as em prática.
Temos o hábito de ficar esperando pelo mundo perfeito. Queremos controlar o ambiente e as circunstâncias, adotamos a hesitação como parceira e vemos o tempo escorrer pelas mãos e a frustração nos visitar.
Já imaginou se Jack Dorsey (criador do Twitter) tivesse deixado a “idéia de lado” ou comentado a algum conhecido menos destemido? Certamente seria um dos maiores fracassados dos últimos tempos. Sim, por que ver a idéia que você teve fazer sucesso pelas mãos de outra pessoa é um verdadeiro fracasso.


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